Internet: uma vitrine prática e acessível

Por 13:36

No Espírito Santo, diversos projetos criativos criam lojas online para comercializar seus produtos

Luiza Maciel, criadora da marca Megusta, escolheu a internet para criar seu próprio negócio
Colocar as ideias em prática nem sempre é fácil. Tampouco, transformar projetos em pequenos negócios. A vitrine online barateou os custos para quem quer começar seu próprio empreendimento. Porém, as estratégias não são e nem devem ser as mesmas de uma loja física. É preciso tentar responder à pergunta: como meu público-alvo encontrará meu produto em meio a um universo de conteúdos?

A publicitária Luiza Maciel, 24, decidiu arriscar e, em 2009, começou a construir sua marca, o Megusta. Hoje, ela possui uma loja virtual na qual vende bichos de pelúcia, chaveiros e porta-moedas. Para Luiza, o método de venda online é muito didático e, basicamente, qualquer um pode utilizá-lo. “O mais difícil é fazer as pessoas te encontrarem, criar estratégia de venda. Não descarto a possibilidade de vender para lojistas, mas no momento meu foco é na web”.

O negócio que começou informal, enquanto Luiza ainda era universitária, passou a exigir uma produção mais frequente. “Ficamos um tempo encubados reestruturando o método de produção que se tornou parte industrial, terceirizado, mas ainda com toques à mão feitos por nós”, explica. A maior dificuldade apontada por Luiza são os lançamentos de novos produtos. Por se tratar de uma pequena empresa, cada lançamento implica em um investimento alto. Além disso, seu ateliê fica em um anexo em sua própria casa. “É preciso ter muita disciplina para trabalhar”, afirma.

Um diferencial dos monstrinhos criados pelo Megusta são as personalidades atribuídas a cada um. Ao adquirir um chaveiro ou porta-moeda, o cliente leva consigo uma pequena descrição de quem é aquele personagem. Luiza explica que seus produtos são inspirados nos humanos. A metáfora é simples: sentir-se monstrinho significa sentir-se diferente e gostar disso. “Acontece muito das pessoas se identificarem com os personagens ao ler suas historinhas e exclamarem ‘eu sou assim!’ ou ‘esse aqui é a cara do fulano!’”, conta a publicitária.

Trabalhar em casa
A designer Gabriela Queiroz, 27, seguiu um rumo parecido, no final de 2012. Ela decidiu abandonar o emprego em uma agência para dar início a um projeto que sempre esteve em seus planos: montar seu próprio negócio.  Com ajuda da irmã e parceria de seu noivo, Gabriela é, hoje, dona da Sweet Monster Toys, uma loja online na qual vende produtos feitos de forma totalmente artesanal.

Seu local de trabalho é o mesmo onde vive sua rotina pessoal: sua casa. Para ela, não há opção melhor do que trabalhar em seu próprio lar. “Trabalho ouvindo música, assistindo (ouvindo, né?) filmes, seriados, desenhos. Ou seja, me divirto trabalhando e é isso o que pra mim hoje em dia importa: trabalhar me divertindo e com total liberdade de criação e horários”, conta a designer.

Uma iniciativa despretensiosa
A escolha da vitrine virtual, para Gabriela, tem a ver com seu próprio método de trabalho. O estoque é pouco e depende muito das encomendas realizadas, que têm destino certo. Já para os amigos Márcio Scheppa e Jô Rodrigues, que estão começando, ter uma loja online foi o caminho mais acessível que encontraram. O jornalista e a escritora iniciaram, recentemente, o projeto Posterama, por meio do qual vendem pôsteres emoldurados que unem fotografia e poesia. A ideia surgiu despretensiosa, no começo deste ano, em uma mesa de bar.

“Inicialmente, seria impresso apenas um pôster com um poema da Jô diagramado sobre uma foto de minha autoria”, explica Márcio. “Esse pôster iria ganhar uma moldura e seria sorteado em uma conta do Facebook, onde costumo publicar meus escritos. Acabou que gostamos tanto do resultado que resolvemos criar outras peças e colocar à venda na internet”, complementa Jô.

Com tantas novidades, os sócios se depararam com a falta de tempo, pois devido aos compromissos profissionais, sobram somente as noites e os finais de semana para se dedicar ao novo projeto. “Por mais que a gente se divirta bastante com tudo e estamos mais ligados ao resultado artístico do projeto, não deixa de ser um pequeno negócio”, afirma o jornalista Márcio. Jô acredita que depois desse momento inicial, lidar com a administração das vendas será mais tranquilo.

A coleção produzida já conta com 11 pôsteres que poderão ser conferidos na exposição de abertura do projeto que acontece hoje (10), no Doca 183, no Centro de Vitória. A poesia na parede tem conceito: “A ideia de poder pendurar na parede vai ao encontro de uma iniciativa que acredito muito, que é espalhar poesia por todos os lugares, muito além dos livros. Possibilitar que as pessoas pendurem esta arte na parede nos pareceu uma opção interessante”, explica a escritora Jô.

Conheça outros pequenos negócios
Muitas outras iniciativas criativas semelhantes têm surgido no Espírito Santo, utilizando a internet como vitrine e, muitas vezes, o lar como local de trabalho. Macunaímãs, Tilelê e a loja online de Alyne Favoretti são exemplos de pequenos negócios que escolheram o mundo virtual para comercializar seu produtos. Conheça:

• Alyne Favoretti
A artista plástica capixaba, Alyne Favoretti, também escolheu a Internet como seu mostruário. Por meio de um site que hospeda diversas lojas online, Alyne exibe diferentes produtos, como acessórios e porcelanas com pintura personalizada. Saiba mais clicando aqui.

• Macunaímãs
A Macunaímãs é uma loja online que trabalha com coleções ilustradas de ímãs de geladeira. São diferentes personagens, com diversos modelos de roupas e acessórios para o cliente interagir. Clique aqui e acesse a página da loja no Facebook.

• Megusta
Entre bichos de pelúcia, chaveiros e porta-moedas, vivem os monstrinhos criados pelo Megusta. A marca cria não só os produtos, como também atribui diferentes personalidades a cada um deles. Para saber mais, acesse a loja online clicando aqui.

• Posterama
Essa é para os interessados em fotografia e em poesia. O projeto Posterama cria diferentes cartazes emoldurados unindo o trabalho fotográfico de Márcio Scheppa com as produções textuais de Jô Rodrigues. Os produtos podem ser adquiridos por meio da loja online no Facebook. Clique aqui para acessá-la.

• Sweet Monster
A loja virtual Sweet Monster Toys oferece almofadas, imãs e chaveiros feitos artesanalmente por Gabriela Queiroz. Além da criação própria, os produtos podem ser personalizados de acordo com seu pedido. Conheça a loja clicando aqui.

• Tilelê
A Tilelê é uma loja online que vende artigos feitos de forma artesanal por meio da costura. A vitrine fica no Facebook e exibe turbantes, bolsas para Mat (tapete para Yoga) e outros acessórios. Clique aqui para acessar a loja.

Publicado em http://www.soues.com.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=1234&categoria=2

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